17.5.13

de não ter televisão

nós não temos televisão em casa. a ideia de cancelar o serviço já vinha de trás, mas resolveu-se quando a dita deu o berro e não estivemos para gastar meio ordenado noutro quadradinho.

não percebo o espanto. não é nada do outro mundo. hoje em dia, tendo acesso à rede, temos tudo. não deixámos de ver séries e filmes, antes pelo contrário. neste ano e meio até já conseguimos riscar da lista muitos dos que queríamos pôr em dia. simplesmente, passámos a ser muito mais selectivos e a não levar com anúncios a detergentes e bancos.

quanto às notícias, temos acesso ao que de mais importante se passa ao minuto, sem conversa fiada ou até com conversa fiada, é ao gosto do freguês. já para não falar de que, ultimamente, os telejornais têm deixado muito a desejar, não se limitando a fazer o seu trabalho que é dar notícias. desperdiçam tempo e mais tempo com entrevistas de rua e reportagens sobre tudo o que é assunto (e não-assunto), que poderiam fazer parte de outro género de programa. e uma pessoa que só queria saber o que é que aconteceu no mundo, vê-se ali embrulhada por duas horas.

resumindo, ganhámos tempo livre - todo aquele que perdíamos a saltitar de canal em canal e a desligar o cérebro frente a programas que não valiam um caracol - poupámos uns trocos e ok, até admito que possamos ter perdido uma ou outra coisa interessante, mas teria sido à custa de horas e horas de informação inútil.

e, last but not least, torna mais fácil resistir à tentação de meter o miúdo a ver o panda enquanto tento fazer alguma coisa por esta casa acima.

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